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Pesquisa Avançada


Arquivos

A organização dos arquivos é uma tarefa difícil e complexa e que tem sofrido, ao longo dos tempos, assinaláveis variantes, ainda que importe insistir aqui na afirmação de algumas questões centrais.

De um lado, a conservação dos documentos para as gerações futuras – atividade crucial dos arquivos que se refere não apenas à conservação dos documentos tradicionais, como também aos que estão hoje a ser produzidos.

De outro lado, a confiança que os arquivos devem inspirar em matéria de preservação da autenticidade e da fiabilidade da informação de que são guardiães – adotando processos e metodologias éticas e profissionais.

E, também, os arquivos enquanto elementos de identidade da memória e da história individual e coletiva, assumindo, por isso, especial responsabilidade na transmissão do conhecimento.

Thumbs






A plataforma Casa Comum disponibiliza um leque alargado de fundos documentais.
A título de exemplo, mostramos aqui imagens recuperadas pelo INEP, da Guiné-Bissau - colecção do antigo "Museu da Guiné Portuguesa".
NORMAS DE ORGANIZAÇÃO E DESCRIÇÃO ARQUIVÍSTICA

Neste contexto, aliás ainda recentemente sublinhado pelo Conselho Internacional dos Arquivos, assumem especial significado as normas de organização e descrição arquivística e os diferentes níveis de organização dos fundos documentais – sendo certo que, muitas vezes, esses fundos chegam às instituições de arquivo com diferentes organizações e, sobretudo nos fundos pessoais, o próprio produtor (ou detentor) pode ter-lhes imprimido uma lógica que entendeu adequada à sua utilização e, afastada a qual, se perderá muitas vezes o seu próprio nexo.

NOVOS SUPORTES

Também a proliferação de suportes de informação veio questionar métodos e procedimentos, criando novos desafios em matéria de conservação, organização e descrição arquivística, nem sempre resolvidos com o necessário rigor e gerando, aqui e ali, situações excecionais que se vão multiplicando.

MEIOS INFORMÁTICOS

A crescente introdução dos meios informáticos no mundo arquivístico abriu novas perspetivas que, no entanto, esbarraram frequentemente em resistências arreigadas ou, de modo aparentemente contraditório, provocaram fugas em frente pouco preparadas e que se revelaram inconsistentes.

DIVERSIDADE

Na diversidade dos fundos documentais disponibilizados nesta Casa Comum, é evidente que se cruzam acervos documentais tratados e organizados de maneira diferente (divergente?) e, em consequência, a sua disponibilização pública teve de se rodear de instrumentos de acesso, designadamente informáticos, que permitissem recuperar a informação reunida, ainda que ela possa não estar apresentada do mesmo modo.

CASA COMUM

Por outro lado, a plataforma criada, esta Casa Comum, pretende, precisamente, contribuir para uma progressiva integração das metodologias utilizadas, no respeito pelas normas internacionais aplicáveis.

Na Casa Comum cruzam-se instituições e fundos documentais, arquivos pessoais e de entidades coletivas, arquivos textuais, fotográficos e audiovisuais. Essa complexidade é uma componente central deste projeto, conhecidas embora as respetivas dificuldades. Cremos, ainda assim, que o caminho desbravado há de ser vantajoso, quer para os participantes do projeto, quer para os investigadores e o público em geral.