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Alberto Pedroso
Em 2011, pouco depois do falecimento de Alberto Pedroso, o Arquivo & Biblioteca da Fundação Mário Soares recebeu dos seus herdeiros uma parte fundamental do seu espólio arquivístico e da sua biblioteca. A documentação recolhida, originalmente guardada por Pedroso em diversas pastas e caixas na sua casa, espelha principalmente o interesse que devotou à investigação sobre a história portuguesa no século XX, em particular no que se refere ao movimento sindical e operário e a algumas correntes culturais e políticas que marcaram o século passado.
Exemplo dos estudos de Alberto Pedroso com a finalidade de elaborar trabalhos jornalísticos ou publicar livros, e ainda projectos para outros temas de investigação que deixou inéditos, é a documentação reunida na primeira secção “Investigação e estudos históricos”.
No entanto, é importante destacar que a curiosidade de Alberto Pedroso sobre temas políticos e sociais, levou-o a coleccionar documentos provenientes de espólios de outras personalidades e a coligir inúmeros outros para complementar as informações de que necessitava. Algumas pessoas com quem teve oportunidade de confraternizar ofereceram-lhe diverso material para a elaboração dos seus estudos. Noutros casos foi o contacto com herdeiros que lhe permitiu o acesso a diversos espólios, parte dos quais acabou por vir a integrar o seu próprio arquivo.
Nos casos em que a documentação relacionada com outras personalidades foi mantida reunida por Alberto Pedroso, criaram-se secções próprias para a sua classificação e descrição. É o caso dos documentos relativos a Alexandre Vieira, António Augusto Ferreira de Macedo, César Anjo, Maria Elsa Anjo de Faria, Pedro Soares e outros. Tratam-se de conjuntos que, por um lado, são parte remanescente de alguns arquivos pessoais, mas que, por outro, apresentam também as marcas de intervenção que lhes foram sendo deixadas ao longo do tempo pelas sucessivas pessoas que detiveram a sua posse, desde herdeiros até ao próprio Alberto Pedroso.
É também esse o caso da secção relacionada com a Seara Nova, que demonstra uma hibridez resultante da reunião de documentação produzida no âmbito da actividade da revista e da editora, em diversos períodos da sua existência, com documentos que a ela foram juntos por Alberto Pedroso, no âmbito das suas próprias investigações.
Uma significativa coleção de títulos de imprensa e recortes, bem como vários exemplares de livros e outras publicações, demonstram também ter tido várias proveniências, apesar de terem sido organizados e mantidos separados por Alberto Pedroso. Optou-se por manter a organização que este lhes deu, assinalando-se, sempre que possível, os traços que podem ligar alguns destes documentos aos seus anteriores detentores.
Atendendo a que o fundo de Alberto Pedroso ainda se encontra em tratamento e organização, o quadro de classificação deve ser considerado preliminar, com a finalidade de dar acesso público à parte substancial que já se encontra digitalizada, sendo previsível no futuro a adição de novas secções e séries de documentos.

Instituição
Fundação Mário Soares

Nota biográfica/Institucional
Alberto da Fonseca Pedroso nasceu em Lisboa em 7 de Abril de 1930 e faleceu em 1 de Janeiro de 2011. Foi casado com Maria Isabel César Anjo, filha do pedagogo e jornalista César Anjo.
Estudou na Escola Comercial Veiga Beirão e no Instituto Comercial de Lisboa, tornando-se técnico de contas.
Resistente antifascista fez parte do MUD Juvenil nos seus tempos de estudante e tornou-se depois militante do PCP. Participou nas campanhas eleitorais da Oposição Democrática de 1969 e 1973. Após o 25 de Abril de 1974 colaborou em actividades de dinamização cultural da Junta de Freguesia de Nossa Senhora de Fátima, em Lisboa.
Dedicou-se também ao jornalismo e durante vários anos colaborou activamente na revista Seara Nova, chegando a ser administrador da empresa sua proprietária, com o mesmo nome. Nas páginas desta revista publicou inúmeros artigos, abordando desde questões sindicais a problemas culturais, tendo contribuído para a divulgação de polémicas e de perfis de vários intelectuais portugueses. Escreveu igualmente para as revistas Vértice e História e para diversos jornais, entre os quais o República, o Diário de Lisboa, O Diário e Notícias da Amadora.
A par da actividade profissional e do jornalismo, interessou-se pela investigação histórica, em particular pelo estudo do movimento operário e sindical e acerca do papel de algumas personalidades na história da cultura portuguesa contemporânea. Em conjunto com António Ventura publicou os livros “Emílio Costa e o sindicalismo: da formação libertária à Casa Sindical” (1977) e “Alexandre Vieira: 30 anos de sindicalismo em Portugal” (1985), e, em colaboração com a esposa, Maria Isabel César Anjo, o livro “Pequenas biografias de gente grande” (1986). Publicou também os livros “Raul Proença: panfletário e jornalista de folhas clandestinas” (1984), “Jaime Cortesão. 13 cartas do cativeiro e do exílio” (1987), e “Bento de Jesus Caraça - semeador de cultura e cidadania: inéditos e dispersos” (2007), e foi responsável pela apresentação do livro editado pela Biblioteca Nacional referente à mostra biobibliográfica de Augusto Casimiro (1989).

Dimensão
83 pastas

Estado de Tratamento
Este fundo é composto por 83 pastas, das quais 33 se encontram digitalizadas e descritas. Em termos quantitativos, os documentos já disponibilizados à consulta representam cerca de metade da totalidade do fundo.